Sobre

Sobre o evento

A oitava edição do Colóquio Nacional História Cultural e Sensibilidades, que ocorre anualmente, desde o ano de 2011, no Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Caicó/RN, evidencia o caráter consolidado do evento que tem por objetivo reunir professores e alunos de graduação e pós-graduação dedicados aos estudos em História Cultural. Esta área específica do conhecimento histórico, caracteriza-se por forte caráter interdisciplinar, o que favorece a diversificação das interfaces da presente proposta.

 

O evento demonstra potencial no que tange a dar visibilidade às novas demandas da História, a partir de novos objetos de investigação bem como incentivar pontes entre a pesquisa científica e a Educação como setor de aplicação. Assim sendo, o presente evento também objetiva promover debates nessa edição sobre as identidades, diversidades, fronteiras e sensibilidades, envolvendo a construção de conhecimentos a partir de abordagens ao feminismo, identidades, diversidades, criminalidades, fronteiras e ensino. Atuando, dessa maneira, como espaço de integração entre discentes e profissionais da área de História e ciências correlatas no Brasil.

 

Com a temática geral Sertões: Identidades, Diversidades, Fronteiras, o VIII Colóquio História Cultural e Sensibilidades promoverá a integração entre as pesquisas importantes encaminhadas na área de História Cultural e suas conexões com áreas como à educação, a sociologia, a antropologia sem perder de vista o compromisso social de todas as associações científicas e tecnológicas públicas em desenvolvimento no país. Nessa edição, a programação conta com importantes nomes da História cultural e suas conexões com às temáticas de Identidades, Diversidades, Fronteiras.

 

Sobre a identidade visual do VIII Colóquio Nacional de História Cultural e Sensibilidades

 

O artista plástico Francisco de Assis Marinho – o “Chiquinho” – chegou aos sertões do Seridó potiguar aos cinco anos de idade, após peregrinar com a sua família, a pé, pelos 95 km que separam Cubati-PB e São João do Sabugi-RN, lugar que o adotou como filho. Filho de Walfredo Marinho e Luzia Jacinto de Medeiros, Assis começou a pintar nas calçadas sabugienses com pedaços de carvão e giz, inspirado pela arte do seu pai, que era santeiro e sanfoneiro. Sem frequentar escola de belas artes, fixou-se em Natal no ano de 1969, onde se foi aprimorando no conhecimento das formas e na combinação das cores, a partir do contato com os artistas da capital norte-rio-grandense. Desenvolveu técnicas de pintura com óleo, cera e aquarela, realizando exposições individuais e coletivas, ganhando prêmios e menções honrosas, após enfeitar com as suas criações as paredes de residências, empresas e espaços públicos, sempre oscilando entre temáticas sertanejas e litorâneas. Seu talento ficou expresso de modo espontâneo, mostrando-se inicialmente nas vielas e oitões de um lugar seridoense, com os materiais do descarte sendo vertidos em contornos criativos, vindo a resultar numa profusão de traços e luzes transbordando pelas suas mãos, inundando os olhos sensíveis à arte que funde sensibilidades paraibanas e potiguares.

 

A imagem escolhida para ilustrar o VIII Colóquio Nacional de História Cultural e Sensibilidades é de painel em cera executado nos anos 1980, numa das paredes do Campus da UFRN em Caicó: a cena apresenta trabalhadores e crianças caminhantes, uns com as suas ferramentas de trabalho, outros com os seus brinquedos, no bege-marrom do chão sertanejo e no verde claro-escuro da caatinga.

 

João Quintino de Medeiros Filho

Professor da UFRN - CERES - Campus de Caicó

 

 

Fontes: potiguarte.blogspot.com.br; papocultura.com.br; memória particular.